O assédio moral no ambiente de trabalho é mais comum do que se imagina. E o pior: muitas pessoas naturalizam certos comportamentos abusivos por medo de perder o emprego, por não saberem que aquilo é ilegal ou por acharem que é “mimimi”.
Mas não é.
Assédio moral é toda conduta abusiva, repetitiva e prolongada que cause humilhação, constrangimento ou degradação das condições de trabalho. E ele pode se apresentar de várias formas:
- Assédio vertical descendente: quando parte de um superior hierárquico para o subordinado. Aquele chefe que humilha na frente dos colegas, que expõe erros em público, que grita, ameaça, ironiza e desrespeita.
- Assédio vertical ascendente: quando um grupo de funcionários se une para desestabilizar um superior, com boicotes, fofocas ou sabotagem.
- Assédio horizontal: ocorre entre colegas de mesmo nível hierárquico. É aquele ambiente tóxico onde há exclusão, piadinhas maldosas, apelidos ofensivos ou competição desleal.
- Assédio institucional: promovido pela própria empresa, seja por metas abusivas, cobranças excessivas, pressão constante, vigilância extrema ou falta de apoio ao colaborador.
O assédio moral não deixa apenas marcas emocionais. Ele pode causar ansiedade, depressão, síndrome do pânico e até afastamento pelo INSS.
Se você se identificou com alguma dessas situações, não se cale. Registre provas, busque apoio psicológico e procure um advogado de sua confiança.
Você tem direitos e ninguém merece trabalhar com medo ou sendo humilhado. Inclusive sendo comprovado é possível conseguir uma rescisão indireta e sair com todos seus direitos, incluindo FGTS, multa de 40%, seguro desemprego dentre outros direitos.
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